quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Que venha 2011!!!

No último domingo, 19/12/2010, encerramos a 1ª temporada da peça. Tivemos uma estreia marcada por diversas atribulações e muitos contratempos, mas contamos com o esforço e dedicação da equipe para que tudo fosse resolvido a tempo e nada ficasse perceptível ao público. Tivemos êxito!

Na nave da igreja da Barroquinha, atores despudorados rasgaram suas vestes, se despojaram de suas vergonhas e encarnaram seus personagens. Ali brilharam Caio Rodrigo e Talis Castro. Cheios de paixão e loucura, se entregaram febris às teias do debate e embate amoroso. O público acompanhava a tudo com muita atenção e vez ou outra alguém comentava ao final "A peça é 'muito gritada'" -, mas logo sabia reconhecer toda a explosão emotiva que explica os gritos.

Um outro fato chamou a nossa atenção: encenar o espetáculo no Espaço Cultural da Barroquinha revelou o preconceito do povo que teima em não viver a essência da cidade e, temeroso, frequenta os mesmos cantos, perdendo o encanto que outras apostam possam lhes presentear. O centro de Salvador e igreja da Barroquinha são  tranquilos e deslumbrantes! Não haveria local melhor nem cenário mais bonito para montarmos Pólvora e Poesia. As pessoas precisam se superar, transformando pré-conceitos em conceitos reais.

Tocamos os corações dos que conosco estiveram. Arthur Rimbaud e Paul Verlaine, retratados por Alcides Nogueira, cumpriram seu papel: sensibilizaram almas diante da tórrida história de amor e loucura entre humanos!

4 comentários:

  1. Belíssimo e intenso espetáculo!!! Parabéns a toda equipe e elenco!!!
    Bjs, Ana

    ResponderExcluir
  2. Silvana e Jacqueline Chaves23 de dezembro de 2010 11:01

    ASISTIMOS O ULTIMO DIA DA PEÇA JUNTAS, EU E JACQUELINE.
    QUEM CONSEGUE ESTAR NO CAIS E EM ALTO MAR AO MESMO TEMPO, COMPREENDERÁ.
    TUDO NOS PARECEU MUITO FAMILIAR. UMA MISTURA DE SENTIMENTOS.
    NÃO ERA PRA FICAR TRISTE MAS...ERA UM DRAMA. VIVEMOS NO MEIO DE UM BARRIL DE PÓLVORA. ENTRE OS OLHARES INEXCRUPULOSOS DOS PRECONCEITUOSOS, DA RESERVA NEM SEMPRE FELIZ DOS QUE NÃO CONSEGUEM SE ABRIR, MAS... HÁ NO MEIO DESTES OS QUE SE DESTACAM POR SABEREM VIVER SUAS VIDAS SEM SE IMPORTAREM COM AS ESPIAÇÕES ALHEIAS. VIVEM NATURALMENTE SUAS DÚVIDAS E CERTEZAS E FAZEM A DIFERENÇA NA HORA DE SE APRTESENTAREM COMO IGUAIS NESTA VIDA. NÃO PASSAM DESPERCEBIDOS POR QUE SÃO NOTÁVEIS NO SEU DIA Á DIA.
    ME COLOQUEI NO LUGAR DAS PESSOAS QUE SOFREM, AS CONSEQUENCIAS DO QUE FAZEM E ATÉ DO QUE NÃO FAZEM. SUAS ESCOLHAS E SEUS OLHARES DESCONFIADOS PÁRA SI MESMOS. O UNIVERSO AINDA É BANHADO PELO PRECONCEITO MAS O DESTINO DAS ÁGUAS É RENOVAREM-SE E SOMOS NÓS QUE CONTRIBUIMOS PARA A NATUREZA DESSE FILTRO.

    COMO DESCREVERMOS A EMOÇÃO DE VE-LO ATUANDO?
    UMA MISTURA DE FILHO E DE IRMÃO.
    UMA IMENSSA VONTADE DE FAZER O ORGULHO E A VAIDADE DA VIDA SE MISTURAREM COM O ESPETÁCULO. ABRAÇA-LO, RECOMNHECE-LO.
    UM DELIRIO EXTREMO DE QUEM QUER DIZER...OBRIGADO!!!!!!!!
    NÓS OBSERVAVAMOS ATENTAS COMO SE ESTIVESSIMOS NA SALA DA VIDA DOS DOIS PERSONAGENS, MUDAS, POIS A VIDA NÃO NOS DEU PERMIÇÃO PARA QUE NOS APRESENTASSIMOS NAQUELE INSTANTE, MAS A POESIA... AH! ELA SIM IRIA NOS GOVERNAR SE DESSIMOS APENAS UM PASSO A FRENTE E ENCONTRASSIMOS OS REFLETORES.
    E NOSSO IRMÃO ESTAVA ALI REPRESENTANDO COM INTENSSIDADE AS RELAÇÕES HUMANAS DE PAIXÃO E ÓDIO, DESCRITAS PELOS VERSOS DE VERLAINE E RIMBAUD. NO LIMITE HUMANO DAS EMOÇÕES, BRINCANDO SARCASTICAMENTE COM ELES MESMOS, NUM NAUFRÁGIO NECESSARIO DE COMPREENDEREM-SE.
    A PAIXÃO VENCEU PORQUE FERIU, NÃO CONSEGUIU TRANSFORMAR-SE EM AMOR. DOR É O QUE LHES CORTAVA A ALMA. A PRESENÇA DE DEUS ERA EXIGIDA E MAL INTERPRETADA. CONFUSÃO PARA QUEM NÃO TEM CERTEZAS, PARA QUEM TEM MEDOS. PARA QUEM AMA LOUCAMENTE, POR NÃO SE PERMITIR AMAR SIMPLESMENTE.

    PARABÉNS MEU AMOR E OBRIGADO PELA HOMENAGEM. JÁ NOS SENTIAMOS PRESENTEADAS ANTES DE TERMINAR O ESPETÁCULO.
    PARABÉNS TAMBÉM A SEU COMPANHEIRO DE PALCO E POR TODA DIREÇÃO QUE FEZ A DIFERENÇA NO MOMENTO CERTO, E O MOMENTO CERTO É EXATAMENTE ESTE , ONDE AS COISAS SE ENCONTRAM E ACONTECEM, NATURALMENTE.
    ESTAVAMOS PRECISANDO DISTO. CHORAR E SORRIR COM UMA TRAGÉDIA..
    E UMA TRAGÉDIA NÃO É REPRESENTADA SOMENTE PELA MORTE CRUEL E IMÉDIATA DE PERSONAGENS MAS PELA DOLOROSA PERMANÊNCIA DA TRISTEZA QUE FERE AS ALMAS HUMANAS QUANDO NÃO SE PERMITEM VIVER AQUILO QUE AS FARIA VERDADEIRAMENTE UM POUCO MAIS FELIZES.
    PARABÉNS!!!
    ESTAMOS EM ALTO MAR...

    Silvana Chaves e Jacqueline Chaves

    ResponderExcluir
  3. Chega a ser um pecado não assistir a essa peça!

    ResponderExcluir